TRABALHO SUJO

Rose (Amy Adams) já foi líder de torcida no ensino médio, era a garota mais gostosa e amada do colégio e pegava o cara mais gostoso e amado também. Hoje é uma doméstica de trinta e poucos econômicamente instável e com um filho suspeitamente hiperativo, o pai (Alan Arkin) é um fracassado que vive tentando emplacar um negócio atrás do outro (nunca da certo) e a irmã (Emily Blunt) uma freak de 20 poucos anos que não consegue se habituar a uma convivência sadia em sociedade, soma-se a isso ser uma norte-americana em pleno 2008, ano em que estourou a bolha imobiliária e a parcial decadência do sistema financeiro capitalista no ocidente.

Emily Blunt e Amy Adams

Emily Blunt e Amy Adams

Há alguns anos que o conhecido morto-vivo “American Way of Life” (pra quem não sabe é literalmente o jeitão americano de ser) está

gasto, e deteriorou-se muito mais após a crise que em 2011/2012 mudou de endereço aliviando um pouco os sobrinhos do Tio Sam, agora ela mora na Europa mas ainda dá umas voltas aqui pelas Américas e até no Oriente, esse jeitão de americano de ser é a principal característica desse povo, desde quando os puritanos desembarcaram naquela terra e anos depois lutaram contra a Monarquia Britânica e suas imposições, buscando liberdade e riqueza às custas de seu árduo trabalho, essa posição de defender o que é seu e seus interesses a pau e pedra foi o que fez os EUA tornar-se o que são hoje ou era até a alguns anos atrás, um gigante de aço de alto poderio militar e econômico (e que distribui(a) renda muita bem) que ajudou a moldar o mundo moderno do jeito que hoje o conhecemos.

Rose e a irmã descobrem que limpar sangue e fluídos corporais de cenas de crimes dá uma boa grana, dando duro abrem sua própria empresa do ramo, mal elas sabem que além de limpar o sangue dos que se foram precisam também lidar com os sentimentos dos que ficaram inclusive os delas.

De super popular do High School a zero a esquerda Rose e todos os outros personagens do filme percebem um pouco tarde que o mundo não é nenhum mar de rosas mas também não é uma estrada de espinhos é só o MAIOR LUGAR COMUM JÁ CONHECIDO onde é preciso inevitavelmente encarar os problemas quando esses aparecem. Um filme faz um pequeno panorama dos problemas da sociedade atual como o do filho da protagonista que por apresentar comportamento altamente imaginativo é taxado como hiperativo portador de TOC ou seja lá qual outro transtorno comportamental, os professores aconselham a mãe que trate o filho com medicação, para acalmá-lo para o “bem de todos”, problema que cada vez mais cresce hoje em dia qualquer oscilação emocional pode e deve ser tratada com medicação, comprimidos assumem o lugar de uma simples conversação, de uma troca de palavras com outra pessoas e até o lugar das pessoas, o calmante farmacêutico hoje é indispensável para a estabilidade do mundo, sem eles as pessoas podem discutir, argumentar, deixar seu bem de lado e começar a pensar no de todos e coletivismo que busque o bem de alguma coisa além do das grandes empresas hoje não é bem visto pelos chefões do capitalismo.

Com  boas atuações de Emily Blunt e Amy Adams a melhor coisa do filme, nos divertimos com as aventuras das irmãs, em seus trabalhos de limpeza de fluídos corporais de cenas de homicídios e suicídios e de como lidam com essa experiência tão nova para elas, em meio a sérios problemas financeiros, psicológicos e amorosos.

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